Revista Ncontrast
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Revista Ncontrast

Revista Ncontrast

Ncontrast – Conceitos Perpendiculares

Esta revista de cultura visual foi o 1º projecto da Makeadream, no âmbito do design social e colaborativo com uma equipa de jovens emergentes que alimentaram este projecto durante dois anos.

Na altura o facebook ainda não estava onfire, tendo sido através do blog que a revista ia sendo comunicada. Com uma tiragem perto dos 5000 exemplares, distribuída em Lisboa e no Porto, a Ncontrast teve 7 edições.

As reuniões de equipa eram feitas na Faculdade de Belas Artes, em Alfama e na cafetaria do antigo cinema KING.

Abaixo, aquele que foi o manifesto do projecto e uma transcrição do 1º editorial.

Clique nas imagens para visualizar a versão pdf

Ncontrast 1 - Etnias

Ncontrast 1 – Etnias

Ncontrast 2 - Eva

Ncontrast 2 – Eva

Ncontrast 3 - Frames

Ncontrast 3 – Frames

Ncontrast 3 - Mitos

Ncontrast 4 – Mitos

Ncontrast 5 - Diáspora

Ncontrast 5 – Diáspora

Ncontrast 6 - Carne

Ncontrast 6 – Carne

Ncontrast 7 - Rua

Ncontrast 7 – Rua

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visão

Um número de contrastes indefinido, é o ponto de partida para este projecto, que pretende no contraste com o vazio cultural em diversas linhas paralelas, encontrar um ponto de intersecção, o cruzamento entre a evolução dos modos de vida com o cenário cultural que está sempre presente, sem que se note à partida. Conceitos perpendiculares surgem no desencadear dessa percepção, o encontro da resposta à questão que foi suscitada por estímulos sensoriais. Motivações que emergem na iniciativa, nos palcos montados para a eternidade daquilo que transporta conteúdos com voz interventora, colaboradora e inspiradora para a nossa cultura social.

A perpendicularidade conceptual deste projecto, desencadeia um jogo de conexões temáticas que não aporta uma nacionalidade fixa, os contrastes (conteúdos) são universais, influenciados e catalizadores do mundo que nos rodeia.

 

1º Editorial

O SUSPEITO DO COSTUME

Em 1985, surge o filme «The Man With One Red Shoe», uma das primeiras aparições de Tom Hanks no mundo de Hollywood. Hanks interpreta Richard, um compositor musical que após uma brincadeira, é forçado a calçar um sapato de cada cor, sendo confundido mais tarde com um espião pela CIA, que aguardava no aeroporto por uma pessoa com essa característica. A partir desse momento, a sua vida é completamente controlada e analisada. Enquanto escova os dentes, Richard esboça no vapor do espelho notas musicais de uma melodia espontaneamente criada. São as imagens repentinas, as fórmulas do guardanapo que marcam a história das ideias mais tresloucadas, como calçar uma meia de cada cor. O suspeito do costume é esse mesmo, o que anda de forma diferente no seio da sociedade estrutural e previsível, comanda os olhares de espanto, reúne em si a atenção do dia, o tema do jantar de uns, o pensamento do anoitecer de outros. É de facto um filme que demonstra um interessante plano de contrastes, um leque de sussurros musicais com a marca de um sapato vermelho sem par. Quem acompanhará tal forma de estar? A Ncontrast surge no imediato de uma deambulação lisboeta, cresce com a consciência do seu propósito conceptual, ganhando forma com a sua diversidade estrutural. A cultura visual pode esperar o seu homem do sapato vermelho, um contraste perpendicular com a rua, com a palavra, com o assunto, com a imagem. Já diria o fiel amigo de David Ames (Tom Cruise em «Vanilla Sky»,2001), que na sua festa de anos (onde temos por breves segundos a presença de Steven Spielberg), ergue um tom triunfal, e proclama The people will read again. Em nome da equipa Ncontrast, desejo boas perpendicularidades e um constraste de leituras.

 

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