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O Craft está na Moda!

Craft…Food, Craft…Talent, Craft…Drink, Craft…LifeStyle…O Craft está na moda. Mas o “digital” veio dar uma ajuda importante. Se por um lado a tecnologia “roubou” o cunho pessoal do processo de produção, veio também abrir portas para a missão do “artesão digital”.

 

Reganhar o controlo pelo processo de fabricação é romper com o ciclo de ter tudo feito por nós e para nós, incluindo nós mesmos.

A contemporaneidade, de um prisma ocidental, é não mais do que a possibilidade assegurada pelo Estado, de escolher. Escolher, numa perspectiva clássica, era uma declaração de identidade ideológica, religiosa, profissional.
Era a célebre possibilidade da “pursuit of happiness”, estatuída na Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Era o espaço que o Estado liberal deixava a cada um para seguir o seu plano individual de identidade e crescimento.

É neste contexto de uma aparente liberdade sem limites que muitos de nós escolhem ligar-se a alguma coisa que considerem genuína.  A possibilidade do “eu” ser único traduz-se cada vez mais na realidade concreta de que somos só mais um, sozinhos, entre outros que se assemelham a nós. E nesse sentido, a nossa identidade é só o produto da produção em massa.

Associa-se a este sentimento uma vontade crescente de religação das pessoas ao seu ambiente. De tomar o controlo sobre si, sobre a acção que impõem sobre o mundo. Desde a alimentação ao vestuário, passando pela  natalidade e até à intervenção política, há um desejo cada vez mais claro de ter uma voz própria, autêntica, de se ser reconhecido por actos de criação autorais.

 

A massificação da produção desligou a espécie humana da sua componente não só fabricadora, mas criativa. Coisificou o homem mais do que lhe deu voz, ligando-o mecanicamente à produção, como seu auxiliar, ou como seu receptor (consumidor).

O ressurgimento desta pulsão fabricadora e, portanto, criadora, religa o homem à sua natureza de influenciador e criador do meio em que vive, religando-o ao mundo. De produtor de objectos, a produtor de soluções digitais, o homem que cria liga-se àqueles para quem cria. Cria com eles uma comunidade, porque os conhece, e com eles identifica necessidades concretas.

Assim, também se responsabiliza, porque o produto do seu trabalho incorpora necessidades específicas que pretende resolver. E, assim, também se responsabiliza a produção craft, dando-lhe uma cara e uma ética que a produção em massa, descontextualizada, impessoal e desligada, jamais poderá ter.

 Se ganhar controlo sobre si e sobre o mundo é o princípio orientador do craftsman, qual é o ângulo de quem está do outro lado? Qual é a motivação daqueles que procuram o man made, o craft made?
Por que motivo “eu”, consumidor, sinto que aquele produto cumpre, e endereça melhor as minhas necessidades?
Resposta: identidade e qualidade.

 

Para aquele que escolhe o produto craft made, é dada uma resposta concreta que endereça o desejo de reconhecimento, de identidade, de individualidade, mas não na sua forma desligada e anónima. E é dada também uma solução que responde ao problema maior da uniformização e massificação da produção, seja em que aérea de actividade for: a falta de autenticidade.

A arte do fabricador de outrora era a de adequar o produto final do seu trabalho àquele que o tinha encomendado. Um par de sapatos, um fato, ou mesmo um martelo ou machado, se não correspondessem ao pedido feito, se não cumprissem a função para que fossem criados e, se não durassem, então artesão e cliente seguiriam caminhos separados.

Em função disto, uma verdade parece consensual: não há tamanhos únicos que sirvam a todos. Não há, também, soluções únicas que a todos possam servir. O produto digital  mostra já a maturidade para incorporar a qualidade que modos de vida passados nos podem legar com a capacidade de potenciar modernidade nas empresas  e na vida das pessoas.

Porquê? Simples. Estamos a sentar à mesa e a integrar no desenho de um produto, de uma solução, todos os intervenientes. Um ecossistema onde a identidade, a autenticidade, a necessidade e qualidade coabitam no mesmo processo de Criação/ Produção/ Comunicação e Utilização.

 

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