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Transformação “Vital”

“A verdadeira transformação digital, começa na atitude das empresas que produzem e desenvolvem soluções tecnológicas”, defende Jorge Ferreira, o nosso PMO que aceitou o desafio de responder a algumas questões relacionadas com o tema da digitalização.


Temos sentido uma grande ansiedade na procura de soluções digitais adequadas aos desafios internos por parte de quem nos consulta.
Quais achas que devem ser os critérios a seguir por quem está responsável por procurar no mercado soluções digitais?

Acredito que antes de mais, deve haver uma análise aprofundada no sentido de se ter uma noção real de quais são os desafios internos a resolver.

Existem situações em que o desafio é claro e cabe à tecnologia ser um enabler para que se resolva a questão. No entanto há casos em que numa fase inicial deve ser identificada inequivocamente a questão a ser trabalhada e aí deve, em primeira instância, obter-se o máximo de informação junto da população sobre a qual incide o desafio.
Seja qual for o caso devemos utilizar a flexibilidade que a tecnologia nos permite para obter a informação que necessitamos, muitas vezes “menos é mais”.

Apenas após identificado o target e o problema, poderemos de uma forma realmente assertiva delinear um plano de ação que responda totalmente aos problemas identificados. Para que tal aconteça em pleno, devemos apaixonarmo-nos pelo problema e não pela solução.

 

A Transformação digital está na agenda de muitas empresas desde 2017, sendo que em 2019 será um ano importante para a consolidação de vários processos transitórios (ao nível de pessoas/ processos e canais). Na tua opinião, quais são os principais ingredientes que a transformação digital necessita?

Numa grande parte das empresas para não dizer na maioria, o maior problema reside a nível das pessoas e da sua relação com o digital, porque o que nos caracteriza(seres humanos) é sermos únicos e todos diferentes uns dos outros, e quando as empresas estão em fase de transformação digital seja a nível de processos ou implementação de novas tecnologias é difícil encontrar uma solução “one size fits all”.

Devemos implementar soluções em que a curva de aprendizagem seja adequada ao utilizador final de forma a que não seja sentida uma grande resistência por parte do mesmo. Não é de todo justo associar este tipo de resistência por exemplo a pessoas de gerações mais antigas.
Vivemos numa era de “junk food digital” em que já me cruzei com inúmeros millennials que sentem dificuldades em efetuar tarefas simples numa aplicação e embora de uma forma geral sejam catalogados como experts em digital. Mas nem sempre é o caso, pois da mesma forma existem pessoas da geração X e até anteriores com uma enorme facilidade de adaptação à transformação digital.
Resumindo, não devemos generalizar mas sim encontrar uma forma de conseguir soluções que embora se adaptem às diversas tipologias de utilizador sejam sentidas como “tailor made”.

Sinto e sei que tecnologia tem uma maleabilidade muito superior à do ser humano e muito mais facilmente adaptamos o digital às pessoas que o inverso.


No âmbito tecnológico, muitas empresas que procuram soluções digitais desconhecem as condições necessárias para uma correcta implementação de um projecto tecnológico. Desde o tempo de execução, equipa envolvida, planos de entregas e consequentemente pricing.
Quais têm sido os teus principais desafios a este nível?

Creio que em grande parte a culpa desse desconhecimento seja das próprias empresas de tecnologia que, provavelmente devido à conjuntura que foi sentida recentemente no nosso país com a crise económica, tenham cedido em demasia a exigências feitas por parte dos clientes em que os mesmos apresentavam os problemas de uma forma quase austera: “Queremos X, em Y tempo e só pagamos Z!” e, acredito que por necessidade, foram exigências acedidas por parte de quem fazia o desenvolvimento, não vamos falar se de forma geral as coisas corriam bem ou não porque é certo e sabido que you pay peanuts, you get monkeys.

Essa mentalidade felizmente começa a mudar, lentamente… mas começa a mudar.

Voltando ao “Queremos X, em Y tempo e só pagamos Z!”, a primeira fase é identificar o X, fazer um levantamento adequado das necessidades e identificar qual é o produto que deve ser apresentado.

Apenas após o produto final ser identificado temos uma base sólida para fazer a análise necessária para estimar o tempo de execução, definir qual a equipa adequada para implementar a mesma, definir os planos de entregas e um pricing adequado e justo para as partes envolvidas.

Muito provavelmente devido a más experiências  no passado (não esquecer que “they payed peanuts, therefore they got monkeys”), os clientes sintam alguma dificuldade em aceitar a expertise por parte das empresas de tecnologia, respetivos pricings e tempos de implementação.
Vivemos num mundo em que as pessoas querem as soluções no imediato e muitas vezes acabam por perder ainda mais tempo e dinheiro adotando soluções que não resolvem realmente as questões identificadas.

 

Equipa. Como escolher/trabalhar/motivar e potenciar  a equipa certa?

Como em tudo na vida acredito que nas equipas deve haver equilíbrio, não serve de nada ter uma equipa de 500 “macacos” que demoram 2 meses a resolver problemas simples, nem uma equipa de 5 rock stars assoberbada de trabalho.

Acredito numa lógica de best man for the job, e como tal devemos escolher pessoas que sejam fluentes e versadas para as tarefas que irão executar e com potencial para uma evolução constante, nunca esquecendo que estamos a falar de seres humanos que serão inseridos num ecossistema. Devemos por isso considerar sempre a personalidade, potencial fit com o resto da equipa e facilitar uma integração ágil e eficaz das pessoas no ecossistema existente.

Em termos de motivação cada caso é um caso, devemos olhar para as pessoas como pessoas que são e não apenas como elementos.  Devemos encontrar não só questões transversais que mantêm toda a equipa motivada, mas também focar no que podemos fazer para motivar e consequentemente potenciar individualmente cada membro da equipa.

Jorge Ferreira – Project Manager

 

 

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